Depois de longos três anos, depois de longa espera, depois de tanto sofrimento eu continuo aqui, escrevendo pra você, escrevendo por você - mesmo que você não leia ou sequer imagine. Eu tenho o desejo repentino e voraz de te escrever. De te contar como vão as coisas. De te contar sobre o meu novo romance. De te contar sobre meus dramas e a parte chata da minha vida. De te contar como eu te amo. De te contar como eu sinto a sua falta.
Eu escrevo para não desabar, para não sair gritando por aí como a louca que evidentemente sou, para não cair aos pedaços. Eu escrevo simplesmente porque escrevo.
Sabe, meu amor, a minha vida está seguindo. Voltei a usar óculos, comprei novas tiaras de flores e ainda uso aqueles velhos vestidos surrados. Ainda tenho nossas fotos espalhadas pelo meu quarto e ainda sinto o seu cheiro bem intensamente quando abro aquela caixa.
As vezes eu sinto tanto a sua falta que quase me falta o ar. Que quase me falta o chão. As vezes eu sinto tanto a sua falta que quase morro. Na verdade acho que estou morrendo aos poucos. Dizem que o amor é suicídio. Então estou morrendo.
Por não achar justo morrer por você, continuo vivendo. Vivendo e morrendo. Morrendo e vivendo. Sem espaço pra mais nada.
Espero que você esteja bem, espero que a vida esteja sendo bela pra você. Espero que de algum modo você sinta que estou com você. E te amo de longe. E te amo desesperadamente. E te amo sempre mais. E te amo.